domingo, 23 de junho de 2013

"Sejam realistas, peçam o impossível"

Hoje revisitei o slogan do Maio de 68, há muito escondido da minha memória. Não vou discorrer sobre o sentido do slogan e do seu contexto social e político. Vou apenas sequestrá-lo e forçá-lo a um sentido aplicável a mim, a nós, ao indivíduo contemporâneo.
Ser realista e pedir o impossível não é ludibriar expectativas, colocar metas irrealizáveis e depois entrar num marasmo revoltante, que não só sabota ainda mais o caminho que pode levar às metas como nos pode atirar para uma navegação cabisbaixa, soturna e sem norte.
O título deste post significa que devemos ter ambição, devemos ser inconformados, exigir o que temos direito e o que achamos justo para nós. O primeiro passo para se ter sucesso nos objectivos propostos reside na dialéctica autoconhecimento/noção do meio envolvente, o segundo passará por uma luta consistente e constante pelos fins, pela capacidade de ser resiliente. E na minha opinião, embora a resiliência varie consoante o ser humano, a variabilidade desse traço de carácter está intimamente conectada com o modo como se definem os objectivos (consoante o realismo dos mesmos). Há  uma outra questão pertinente em relação a este assunto. Por vezes, o foco num objectivo que até é realizável a longo prazo, mas que tem de ser obrigatoriamente precedido por várias etapas, ou por um espaço longo de tempo, pode levar à queda, como quando se tenta subir lanços de escadas de 3 em 3 para de forma mais célere se chegar ao topo. Perde-se de vista o imediato, o que é importante, e perante uma má gestão de expectativas, surgem a desmotivação e a descrença. Nada disto é fácil, não somos máquinas, não somos alemães, somos pessoas, somos latinos.
Termino este périplo com a forma de pensar que tento forjar em mim e que me fez reparar particularmente neste slogan, quando hoje o vi numa revista. Há que ser ambicioso (uma ambição terrena, com uma pitada etérea), não podemos ser agrilhoados pelos constrangimentos sociais, pelas experiências e sensações negativas. Não nos contentarmos com o normal, o razoável, o insosso, seja com um trabalho, com amizades, com relações amorosas, deve ser um princípio de vida. O normal é melhor que o mau, mas o que esta vida tem para oferecer em termos de bom, óptimo e excelente é infindável, portanto, meus amigos, sejam realistas, peçam o impossível.
 
 
 
Tchucholini Carpaccio


terça-feira, 11 de junho de 2013

Apetecia-me escrever

 
 
Mas a sensação é de não ter nada para dizer, apetece-me deambular, ir vendo no que é que dá, espreitar por trás da esquina, respirar, cheirar, tocar, rir. Apetece-me levantar a moral das pessoas que merecem, das pessoas que são boas. Apetece-me ter pena daqueles que são mesquinhos, egoístas e superficiais. Uma vénia a quem respeita, uma vénia a quem valoriza. A vida é uma sucessão de momentos, uns iguais aos outros, estamos contemporânea e sociologicamente formatados para desvalorizar os bons momentos, as boas pessoas. De repente olhamos para trás e o momento agiganta-se, já passou, já não os temos, talvez não se repitam. Por outro lado parece que há uma fúria social competitiva em que acabas por não conseguir desfrutar o tempo próprio do momento.
Este baile de máscaras social que ora me repugna ora me encanta. Queremos mostrar o melhor de nós, amostra que muitas vezes não existe, queremos esconder o que é aparentemente reprovável, quando é no pormenor, no defeito, na particularidade, que se cria o carácter especial, único e marcante do ser humano. É a minha opinião. Não sei se é da idade. Mas chegando aos 32 anos estou farto do normal. Não tentes ser igual aos outros, deixa a tua marca. Podes não ser o melhor, mas podes ser particular. E quem não gosta de ter algo único? Eu tenho o orgulho de conhecer 2 ou 3 pessoas únicas, e garanto-vos que são as melhores pessoas.


Uma boa música, um bom livro, um bom filme, uma boa paisagem, uma boa acção, uma boa reflexão, um bom texto. As sensações subjacentes a estes objectos\actos partilhadas com quem tenha a mesma filosofia de vida, isso sim parece-me a verdadeira vida. Atenção, falo de pessoas, de amigos, família, etc. Estas ideias lançadas atrás poderiam, para os mais incautos sugerir a ideia de relações amorosas. Oh que se foda o amor (pelo menos para já), há mais na vida para desfrutar, muito mais, e ficarmos reféns da ideia de que as boas coisas da vida só fazem sentido com alguém ao lado é estarmo-nos a privar da vida.
Este texto não foi escrito para ter sentido, para ter um esqueleto interno ou sequer um fio condutor. Como disse, apetecia-me escrever, sem ter ideias, andando, tropeçando, erguendo e esvaziando.
 
PS: Estou a começar perversamente a gostar desta ideia de fingirmos estar a escrever para um público quando ninguém lê isto.
 
 
El Pseudo Tchucho

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Badeçocomi

Bom dia/tarde/noite.

Depois do primeiro texto, a adaptação e grande motivação com novos objectivos a juntar a uma nova organização de tempo,definiram uma distância de umas semanas(quase 2 meses) até ao segundo. Isto que aparentemente não é algo assim tão importante/interessante, cumpre uma dupla função de,primeiro, servir como uma justificação para mim próprio para este atraso nas minhas ambições para o blog e segundo é excelente para fazer a ponte com o tema e puxar o fio condutor deste texto,porque junta as várias palavras chave do que vou expor,isto tudo na primeira frase.Vejamos:

A motivação, esse motor para o sucesso que ,qual motor de um Punto de 94, tantas vezes falha e significa uma queda para o insucesso. A facilidade com que sentimos " cliques" negativos que nos levam para baixo é incomparavelmente superior à capacidade de ouvir ou utilizar os positivos para nos sentirmos bem. A maldita e ao mesmo tempo abençoada "balança dos cliques". O amargo do clique negativo abundante é o que nos leva a estar uma vida inteira à procura de estarmos realmente satisfeitos e o que nos mantém "a correr". Se o verdadeiro prazer está no caminho e a felicidade só pode existir como um momento, quanto mais caminhares por estar insatisfeito,mais te expões à felicidade. Parado o feliz torna-se o normal e rapidamente acaba como o mau.Então anda!Tens de andar para criar os tais momentos para ti. Sejam como forem,são os teus momentos,não há só uma maneira boa para viver a vida,tens de andar,sobreviver a muitos cliques e fazeres um caminho a que possas chamar o teu caminho,de modo a poderes ser feliz mais vezes.

Objectivos, na sequência do que escrevi ,e no auge do meu arrojo de opinar sobre como podes viver a vida, um homem só é homem se tiver objectivos. Tenho a plena convicção de que só vivendo com objectivos definidos por ti é que vives e deixas de sobreviver, tens de ter a coragem de pôr a fasquia alta para ti e esticares os limites.Em criança só quando esticas ao limite o risco de ires desamparado com os queixos ao chão é que começas a andar. O começar a andar aqui também tem o lado simbólico da evolução,evoluis cada vez que esticas os limites em prol de um objectivo,quer consigas quer falhes. Estas metas que acabam por ser os objectivos a que te propões alcançar,balizam a evolução para ti próprio nesta luta de esticar o limite. Um homem precisa de ter sonhos! Eu lembro-me por exemplo de um dos vários sonhos que tenho(Sim, que eu quando é para sonhar não tenho vertigens vou lá bem ao alto) tenho o sonho de que o meu irmão um dia leia isto e que a par do que tento ser para ele,que isto o inspire a tentar ser melhor por ele e pelos dele e a continuar a ter a autenticidade em tudo o que tenta fazer, basta isso para o blog ter sido um sucesso do outro mundo(se ler mesmo,aproveitar também e que o inspire a estar uma distância de segurança da droga,álcool e herpes).

Organização, por coincidência,a última palavra que vou buscar à primeira frase do texto pode ser também o fim para qualquer boa intenção de caminho.Esta parte na minha pessoa ainda é um ponto que estou a trabalhar como podem perceber pela minha incapacidade de gerir coisas novas na minha rotina e cumprir prazos,mas em breve vou fazer uma vítima de TOC(transtorno obsessivo compulsivo) ficar impressionada(com o gigante respeito que me merecem não será nada fácil ter a doença e um dia vou dedicar um texto ao tema) . Só racionalmente não conseguimos chegar lá, das últimas vezes que me tem parecido que começava um caminho que podia ajudar a ser uma melhor versão de mim próprio falhei na confusão de prioridades, de preocupações e consequentes medos. A organização é a base que te permite ter disponibilidade para este encadeamento, ou seja só a organização possibilita que a motivação se traduza em objectivos. A auto disciplina que tanto se elogia não é mais que organização mental de prioridades,seres coerente com essa organização e não te expores a situações que influenciem negativamente a tua vida arrumando a tua rotina e estipulando convivência com pessoas e situações em função do que queres para ti. Auto disciplina que como conceito agrada mas pensando nos tempos que correm e pelo estilo de vida contemporâneo é sinónimo de ser certinho ou retrógrado,mas la esta um texto de cada vez,foi bom voltar… Os melhores cumprimentos DN.